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Clã Bolsonaro usa estratégia do fascismo para destruir democracia, diz presidente da OAB

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, afirmou nesta quinta-feira (31) que, com sua fala, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) deixou claro que o governo Jair Bolsonaro “quer seguir o caminho do fascismo”. “Pela primeira vez eles deixam claro o querem: o caminho do fascismo.” Santa Cruz disse à reportagem que a declaração de Eduardo “não é apenas a de um deputado federal”. “É o pensamento do presidente da República. Como um clã no poder, a fala do presidente se dá através dos filhos”, afirmou. O presidente da OAB também afirmou que “há um ditador enrustido” em Bolsonaro e que ele e seus filhos usam a “estratégia de radicalização do fascismo” e a “liberdade da democracia para destruí-la”.  Eduardo, filho do presidente da República e líder do PSL, afirmou em uma entrevista que, se a esquerda brasileira “radicalizar”, uma resposta pode ser “via um novo AI-5”. O quinto ato, assinado pelo marechal Arthur da Costa e Silva (que assumira a Presidência em 1967), resultou no fechamento imediato e por tempo indeterminado do Congresso Nacional e das Assembleias nos estados -com exceção de São Paulo. Além disso, o AI-5 renovou poderes conferidos ao presidente para cassar mandatos e suspender direitos políticos, agora em caráter permanente. Também foi suspensa a garantia do habeas corpus em casos de crimes políticos, contra a segurança nacional, a ordem econômica e a economia popular. A afirmação de Eduardo foi feita em entrevista à jornalista Leda Nagle realizada na segunda (28) e publicada nesta quinta (31) no canal dela no YouTube. “Tudo é culpa do Bolsonaro, percebeu? Fogo na Amazônia, que sempre ocorre -eu já morei lá em Rondônia, sei como é que é, sempre ocorre nessa estação- culpa do Bolsonaro. Óleo no Nordeste, culpa do Bolsonaro. Daqui a pouco vai passar esse óleo, tudo vai ficar limpo e aí vai vir uma outra coisa, qualquer coisa -culpa do Bolsonaro”, seguiu. “Se a esquerda radicalizar a esse ponto, a gente vai precisar ter uma resposta. E uma resposta pode ser via um novo AI-5, pode ser via uma legislação aprovada através de um plebiscito como ocorreu na Itália. Alguma resposta vai ter que ser dada”, afirmou o parlamentar, filho do presidente Jair Bolsonaro.  “O que faz um país forte não é um Estado forte. São indivíduos fortes. A conjectura não tem que ser futura, ela tem que ser presente. Quem é o presidente dos Estados Unidos agora? É o Trump. Ele se dá bem com o Bolsonaro? Se dá muito bem. Então vamos aproveitar isso aí”, continuou.

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