Home / Destaque / Produção cacaueira: MPT e governo da Bahia realizam reunião para discutir trabalho escravo

Produção cacaueira: MPT e governo da Bahia realizam reunião para discutir trabalho escravo

Foi realizada, nesta terça-feira (29), em Salvador, uma reunião para discutir os avanços e desafios na promoção da Agenda do Trabalho Decente na Bahia e o combate ao trabalho análogo ao escravo na cadeia do cacau. O encontro reuniu membros da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS), Secretaria do Trabalho, Emprego e Renda (Setre), Casa Civil, Ministério Público do Trabalho (MPT-BA) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT).   Na oportunidade, foram pautadas as estratégias de atuação dos órgãos na erradicação do trabalho infantil e do trabalho análogo ao de escravo, especialmente na cadeia produtiva do cacau no Sul da Bahia.   Segundo dados da OIT e do MPT-BA, o estado baiano é responsável por 45% da produção cacaueira no Brasil e 90% do processamento do cacau no país. Há o registro de ocorrências de trabalho análogo ao de escravo e trabalho infantil em locais de produção do Sul da Bahia.   “Nós sabemos que, assim como outras cadeias produtivas, a probabilidade de formas de trabalho inaceitáveis, como o infantil e análogo ao de escravo, podem existir e devemos combater essa prática de violação aos direitos e à dignidade humana”, avaliou secretário da SJDHDS Carlos Martins.    Ele pontuou a importância do trabalho articulado com outras secretarias, o MPT-BA e PRF no combate à prática.   “Entre julho de 2017 e junho de 2018, pesquisadores coordenados pela OIT, em parceria com a MPT, visitaram os principais pólos brasileiros produtores de cacau, onde foi realizada uma série de entrevistas com a comunidade local e a coleta de dados comprobatórios. Foi a partir desse diagnóstico que resolvemos montar essa força tarefa para o Sul da Bahia”, esclareceu o procurador Luis Carneiro.   Uma das propostas dos órgãos é que seja estruturado um grupo de trabalho para atuar na sensibilização, monitoramento e promoção de boas práticas do trabalho decente, tanto com produtores, famílias e empresários nas localidades com maior incidências dos casos.

Veja Também

ITAPÉ: PRESIDENTE DA CÂMARA NÃO CONVOCA SUPLENTE PARA ASSUMIR MANDATO E CAUSA DESCONFORTO

A política de Itapé ganhou mais um capítulo inusitado nesta segunda-feira, 12. Outra confusão envolvendo ...

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *