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Empresa que repassava propina a Temer era de fachada, diz MPF

A empresa PDA Projetos e Direção Arquitetônica LTDA, comandada por João Batista Lima, preso nesta quinta-feira (21) acusado de ser o “operador financeiro” das transações ilegais de Michel Temer, era utilizada para repassar propina ao ex-presidente, de acordo com o Ministério Público Federal (MPF).   O MPF afirmou, em decisão que sentenciou a prisão preventiva de Temer e Coronel Lima, que a empresa existe somente no papel. A PDA não possui vínculos empregatícios, e apresenta capital social de R$ 500,00. Os sócios da empresa são o próprio Coronel e sua esposa, Maria Rita Fratezi.   A decisão aponta que o endereço comercial da PDA é exatamente ao lado da Argeplan, outra empresa que tem como sócio João Batista Lima.   Nesse meio tempo, a PDA teria recebido propina advinda da obra da usina de Angra 3, por exemplo, que era comandada por um consórcio envolvendo empresas associadas a Coronel Lima. Além disso, a Engevix, empresa chefiada por José Sobrinho, autor da delação que resultou na prisão de Temer, também teria feito transações ilegais para a PDA.   Em um dos casos, a empresa Construbase Engenharia LTDA fez 58 transações bancárias, identificadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), entre 2010 e 2015 para a PDA, que resultaram em quase R$ 18 milhões.

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